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Banco Bradesco destaca-se na categoria governança de TI

maio 27, 2010

A governança de TI vem ajudando o departamento a aproximar-se das unidades de negócios e a controlar melhor seus projetos
Em 2001, o escândalo financeiro que levou à concordata uma das empresas mais reconhecidas dos Estados Unidos, a gigante de energia Enron, culminou na lei norte-americana Sarbanes-Oxley, que visa a garantir a criação de mecanismos de auditoria e segurança confiáveis. O objetivo é mitigar riscos aos negócios e evitar a ocorrência de fraudes ou assegurar que haja meios de identificá-las. Desde então, transparência na gestão passou a ser fundamental e o termo governança ingressou de vez no vocabulário dos executivos. Para a TI, a consequência foi quase que imediata. Ainda que a lei não afetasse diretamente as companhias brasileiras, logo, os princípios da governança de TI foram introduzidos em maior ou menor grau, dependendo do ramo de atividade da corporação. Portanto, é compreensível o porquê de instituições financeiras apresentarem modelos mais maduros.
Dentro do departamento de TI do Banco Bradesco, há uma área específica para cuidar da governança. Estruturada há cerca de três anos, segue, entre outras metodologias, o Cobit e conta com pouco mais de 20 pessoas dedicadas, sobretudo, a garantir o valor da TI para o negócio e a acompanhar o trabalho desenvolvido pelas demais unidades. Na instituição, o próprio desenho do departamento de TI já aponta para um modelo de governança estruturado. São cinco áreas: a de relacionamento com o negócio captura as oportunidades para responder às necessidades da corporação; a de desenvolvimento constroi soluções (sistemas, aplicações etc); a de produção faz o processamento de dados; a de entrega centraliza os serviços e atende à vanguarda do banco; e a de pesquisa e inovação foca em catalisar as novidades e tendências tecnológicas.

Na base de tudo e para assegurar o sucesso do processo, estão modelos específicos para cada unidade. Assim, todos os sistemas construídos na instituição seguem um framework que obedece às melhores práticas, criando um padrão de qualidade, conformidade e, é claro, segurança. “Cada área tem instrumentação para governabilidade, e a governança reúne tudo para sabermos o que está se passando em cada uma delas. Ela faz o link e oferece as informações de forma colegiada à corporação”, detalha o vice-presidente de tecnologia do Bradesco, Laércio Albino Cezar, campeão na categoria governança de TI do prêmio Executivos de TI do Ano da Information Week.

One comment

  1. Otima matéria, cada vez mais a governança esta sendo de grande importancia para as empresas.



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