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BloomEnergy

fevereiro 25, 2010

Pessoal achei super interessante esta tecnologia.
A BloomBox foi lançada hoje nos Estados Unidos pela empresa Bloom Energy, que criou suspense por semanas em torno de seu novo servidor.
Chamado de Bloom Energy Server, ele promete energia mais limpa, barata e independência da rede elétrica. Cada servidor fornece 100 kilowatts (kW) de energia, ocupando mais ou menos o tamanho de uma vaga de estacionamento. Isso seria o suficiente para abastecer cerca de 100 casas – embora, por enquanto, ele só esteja disponível para empresas.
Sua arquitetura modular permite adição de mais servidores, lado a lado, sem a necessidade de grandes mudanças. A Bloom Energy garante que, com a economia alcançada, o retorno no investimento é de 3 a 5 anos.
A expectativa é que entre 5 e 10 anos os servidores também estejam disponíveis para o mercado residencial por menos de US$3000.
O segredo do funcionamento, que também atraiu o Bank of America, Fedex Express, Cox Enterprises e Staples, está na constituição das células combustíveis. Construídas com materiais baratos, elas realizam um processo eletroquímico, e não combustão. Sua placa cerâmica aliada à cobertura de tintas especiais converte oxigênio e combustível em energia elétrica, liberando no processo um pouco de CO2, água e calor – estes últimos reutilizados no ciclo.
A empresa afirma que, mesmo se for utilizado combustível fóssil na BloomBox, o sistema ainda é 67% mais limpo que uma usina de carvão.
A ideia do projeto surgiu quando o CEO e co-fundador da Bloom Energy, Dr. KR Sridhar, trabalhava na Agência Espacial Americana. Ele integrava a equipe do programa espacial de Marte encarregada de desenvolver tecnologia para sustentar a vida no Planeta Vermelho. O objetivo era usar energia solar e água para produzir ar respirável e combustível. A equipe logo percebeu o potencial dos estudos a aplicações aqui na Terra – o que resultou, em 2001, na criação da empresa.
A diretoria da BloomEnergy também conta com outros nomes de peso, como Colin Powell, ex-Secretário de Estado americano, T.J. Rodgers, da SunPower, e Eddy Zervigon, diretor do Morgan Stanley.

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