Alguns leitores do blog estão querendo entender melhor o que é Cloud Computing, bem se refere, essencialmente, à ideia de utilizarmos, em qualquer lugar e independente de plataforma, as mais variadas aplicações por meio da internet com a mesma facilidade de tê-las instaladas em nossos próprios computadores.
Estamos habituados a utilizar aplicações instaladas em nossos próprios computadores, assim como a armazenar arquivos e dados dos mais variados tipos neles. No ambiente corporativo esse cenário é um pouco diferente, já que nele é mais fácil encontrar aplicações disponíveis em servidores e que podem ser acessadas por qualquer terminal com permissão através de uma rede.
A principal vantagem desse modelo está no fato de que ser possível, pelo menos na maioria das vezes, utilizar as aplicações mesmo sem acesso à internet ou à rede. Em outras palavras, é possível usar esses recursos de maneira off-line.
Entretanto, todo os dados gerados estarão restritos a esse computador, exceto quando compartilhados em rede, coisa que não é muito comum no ambiente doméstico. Mesmo no ambiente corporativo, isso pode gerar algumas limitações, como a necessidade de se ter uma licença de um determinado software para cada computador, por exemplo. (Continua)
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Cloud Computing, computação nas nuvens o que é?
junho 29, 2010
Ti nas nuvens (Cloud Computing)
janeiro 2, 2010Atendendo a pedidos, estou colocando matéria da revista Istoé Dinheiro Edição 637 – 23 dez/2009,sobre computação nas nuvens, matéria bem interessante, este assunto gera muita discussão pois há pessoas que concordam com esta evolução e outras que acham um grade risco a ser evitado.
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O negócio que vive nas nuvens
A computação nas nuvens é a maior mudança no setor de tecnologia desde o surgimento dos computadores pessoais. É também o início de uma disputa épica entre Google, Microsoft e outros.
Ralphe Manzoni Jr.
O diretor do Google Empresas, José Nilo Cruz Martins, teve seu notebook roubado ao sair do escritório brasileiro da empresa certa noite. Depois de fazer o boletim de ocorrência, no dia seguinte ele voltou para a companhia, pegou um novo laptop e continuou a trabalhar normalmente. Nenhum relatório foi perdido. Informações sigilosas não vazaram para concorrentes. Todos os dados de Martins estavam na “nuvem”, nova tendência do setor de tecnologia que está transformando o microcomputador em coisa do passado. Segundo este conceito, batizado de cloud computing, a computação não será mais realizada nos computadores pessoais, mas sim em grandes data centers equipados com centenas de milhares de computadores, que podem ser comparados a usinas gigantescas de processamento de dados que nos bombeiam com informações e com códigos de software. Os webmails, as redes socais e os jogos online são exemplos destes serviços. Para acessá-los você precisa de um equipamento que pode ser um netbook, um smartphone ou até mesmo um PC. “A era do desktop como o centro da computação acabou”, afirma Nicholas Carr, jornalista norte-americano e autor do livro A Grande Mudança, que defende a tese de que a tecnologia se transformará em um serviço público, assim como a energia elétrica.
ALEX DIAS
DIRETOR-GERAL DO GOOGLE
“Os data centers são tão importantes quanto o algoritmo da busca. A nossa vida está ali”
E isto traz implicações profundas no mercado de tecnologia. Os fornecedores que não nasceram com a cabeça nas nuvens, como Microsoft, Apple, HP, IBM e Nokia, precisam se reinventar. O Google, que desde o seu princípio sempre esteve no céu azul do Olimpo, tem uma vantagem inicial sobre seus competidores. E na arena de soluções empresariais, a Salesforce.com ganha cada vez mais espaço (leia entrevista na pág. 37). Estas empresas brigam por um mercado que gerará uma receita global de US$ 42,2 bilhões em 2012, de acordo com a consultoria de tecnologia norte- americana IDC. Em 2008, já representava US$ 16,2 bilhões. O crescimento anual será a uma taxa de 27% ao ano, cinco vezes superior aos gastos com a área tradicional de tecnologia. No Brasil, estima-se que os investimentos alcancem US$ 667 milhões em 2009 e que 25% de empresas com mais de 500 funcionários já usem algum tipo de aplicação na nuvem. “O custo variável e a flexibilidade são as grandes vantagens deste modelo”, diz Leandro Balbinot, diretor de tecnologia da Lojas Renner, que está trocando os aplicativos de seus mais de três mil desktops por uma solução online do Google. “Se cortar mil usuários do sistema, paro de pagar.”
Continua …


