É comum ouvir no mundo da tecnologia da informação que o mercado de ERP está saturado. Mas, para Felipe Calixto, diretor-executivo da brasileira Sankya, a afirmação não confere. Ele vê um amplo mercado para explorar no cenário nacional, onde a gama de pequenas, médias e microempresas é imensa.
Para o diretor, medidas do governo como a nota fiscal eletrônica (NF-e) forçam e forçarão essas companhias a deixarem o espectro amador e partirem para uma profissionalização que inclui a adoção de sistemas. De olho nas perspectivas que a economia traz, especialmente para software como serviço, a fabricante já trabalha para lançar uma versão completa do seu ERP rodando na web e baseada em Java.
“Se não criar mais concorrência e formar mais profissionais especializados, não atenderemos a demanda de mercado. Falam dos índices da SAP e da Totvs, mas que mercado eles pegam tendo como base as mais de 5,6 milhões de empresas brasileiras?”, questiona o executivo. Calixto tem um olhar especialmente voltado para pequenas e médias e, por meio de outra companhia que a Sankya abriu, a Jiva, ele também atende o segmento de microempresas.
Concedendo valores estimados, Calixto acredita que seus softwares sejam aderentes a microempresas com faturamento superior a R$ 200 mil por ano e PMEs com receita anual na casa de R$ 1,2 milhão. “O governo, por meio de regulamentação, tem ajudado a forçar a profissionalização (das empresas)”, pontua.








